Riscos ocupacionais no trabalho: guia prático

Riscos ocupacionais no trabalho: guia prático
4 anos atrás

Uma grande preocupação das grandes, médias, pequenas e micro empresas é o afastamento de funcionários em decorrência de doenças ocupacionais.

Segundo pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgada pelo Ministério da Previdência Social, as despesas geradas por afastamentos já somam cerca de R$ 16 bilhões em 11 anos. Além disso, o número de acidentes não mortais atinge 317 milhões de trabalhadores por ano em todo o mundo.

Os números são alarmantes e por isso é necessário entender o que são riscos ocupacionais no trabalho e suas formas de combate.

O que são riscos ocupacionais?

Riscos ocupacionais estão relacionados com a exposição do trabalhador ao exercer sua função, como por exemplo, se ele está exposto a ruídos, gases, vapores, iluminação inadequada, entre outros. Eles são causas frequentes do afastamento do trabalho, pelo fato de algumas empresas não se atentarem ao ambiente em que o trabalhador está inserido e como essas situações podem ocasionar danos à saúde do profissional.

Cada empresa e função tem um risco diferente e por isso foi classificado os riscos ocupacionais como forma de delimitar as medidas que deveriam ser tomadas para combater os possíveis riscos.

Quais são os riscos ocupacionais?

A classificação dos riscos ocupacionais no trabalho foi estipulada pelo Ministério do Trabalho (MT) e está de acordo com os graus: física, química, biológica, ergonômica ou acidental.

Riscos físicos

Riscos relacionados à umidade, ruídos, excesso de frio, excesso de calor, radiações ionizantes, pressões anormais, para esses casos foi determinado um limite máximo que o ser humano pode suportar sem sofrer, isso vai de acordo com a intensidade e o tempo de exposição. Em alguns casos são usados aparelhos de proteção, como fones de ouvido que evitam a constante exposição a altos ruídos.

Riscos químicos

Riscos relacionados a gases, vapores e demais substâncias que podem ser exaladas, que são compostas por produtos químicos e que afetam a saúde do trabalhador, principalmente seu sistema respiratório. Alguns produtos pedem cuidados especiais para que possam ser expostos ao contato com humanos, como neutralização dos agentes. Pode ser usado aparelhos de contenção de gases, como máscaras, entre outros.

Riscos biológicos

Neste grupo é enquadrado micro organismos como vírus e bactérias. Os equipamentos visam evitar a contaminação e a proliferação de agentes nocivos à saúde humana. Essas são consideradas pelo Ministério do Trabalho como atividades insalubres do tipo máximo, o mesmo usado para pacientes em isolamento, entre outros.

Riscos ergonômicos

Esse grupo envolve situações de estresse físico e psicológico, esforço excessivo, levantamento de altas cargas, como jornadas prolongadas, turnos intermináveis, postura inadequada. As medidas para evitar danos aos trabalhadores são aplicadas de forma coletiva.

Riscos de acidentes

Neste grupo estão profissões que tem grande risco de causar acidentes, como fios desencapados, equipamentos sem proteção, probabilidade de incêndio, explosão. Estes riscos precisam ser monitorados na tentativa de prever possíveis acidentes.

Mapa de riscos ocupacionais

É a representação gráfica dos riscos ocupacionais no trabalho, como podem ser evitados e as devidas providências a serem tomadas. Visa estimular ações de conscientização de empregados que são resistentes à segurança, chamar a atenção para ouso de material de proteção, entre outros.

O mapa de riscos ocupacionais foi criado pela CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), que é regulamentada pela norma regulamentadora nº 05, aprovada pela Portaria nº 3.214, de 08 de junho de 1978 e atualizada pela Portaria SIT n.º 247, de 12 de julho de 2011 do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE.

O mapa de risco é necessário em todas as empresas que apresentam algum tipo de risco à saúde e ao bem estar físico do funcionário. Se a empresa não realizar o mapeamento,  ela descumprirá a NR17, resultado na aplicação de uma multa.

Caso a empresa não tenha CIPA ou SESMT, recomenda-se a contratação de uma empresa especializada que entenda do assunto e esteja de acordo com as normas do Ministério do Trabalho.

A atualização do mapa deve ocorrer sempre que houver modificação dos riscos referentes a cada função da empresa, por exemplo, mudança no local de trabalho, mudança no maquinário, alteração de produtos usados na produção, inserção de produtos químicos usados, entre muitos outros.

Como prevenir riscos ocupacionais?

A empresa deve prover aos seus funcionários um ambiente adequado para a execução dos trabalhos e fornecer as ferramentas certas, a fim de evitar riscos ocupacionais.

Para promover a segurança na empresa, recomenda-se realizar eventos e treinamentos, que visam incentivar o uso de EPIs, informar os riscos e as ações realizadas para prevenir acidente. Por fim, ter um departamento para tirar dúvidas sobre o grau de risco também ajuda a prevenir acidentes no trabalho e afastamentos.